O Partido Social Democrata (PSD) considerou esta quarta-feira «inaceitável» a «espécie de cartelização» que está a provocar o aumento do preço dos combustíveis, defendendo uma maior fiscalização por parte da Autoridade da Concorrência, noticia agência Lusa.

«É uma espécie de cartelização que é inaceitável», afirmou o deputado do PSD Hugo Velosa, em declarações aos jornalistas no Parlamento, numa reacção do 15º aumento do ano do preço dos combustíveis registado esta quarta-feira.

Questionado sobre se desconfia da existência de «cartelização de preços», Hugo Velosa admitiu que sim.

Gasolina e gasóleo sobem mais três cêntimos

«Obviamente. Todos os portugueses estão desconfiados», sublinhou.

Reconhecendo não ter ficado surpreendido com mais esta subida do preço dos combustíveis, Hugo Velosa lembrou que quando foi discutida a liberalização dos preços foi feita uma «chamada de atenção» para a necessidade de controlo por parte da Autoridade da Concorrência.

Contudo, acrescentou, nestes três anos, aquela entidade «nada fez», tal como o Governo.

Por isso, continuou, pede-se agora «celeridade» à Autoridade da Concorrência na análise da situação.

«Não pode ser um sistema em roda livre»

Hugo Velosa salientou, contudo, que o sistema de liberalização dos preços dos combustíveis iniciado há cerca de três anos é o melhor, já que estimula a concorrência.

«O melhor sistema é este, mas tem de ser fiscalizado, não pode ser um sistema em roda livre», acrescentou.

Segundo números divulgados pela Associação Nacional dos Revendedores de Combustíveis (ANAREC), desde da meia-noite o preço do gasóleo passou de 1,339 euros para 1,369 euros, enquanto a gasolina sem chumbo 95 passou dos 1,449 euros para os 1,479 euros.

Entretanto, o Ministério da Economia e da Inovação anunciou terça-feira que pediu à Autoridade da Concorrência para que analise, com urgência, a formação do preço de combustíveis em Portugal, de forma a garantir que este reflicta os custos de produção.

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